Em frente ao hospital onde está a presidenta, foram colocadas imagens da Virgen de Luján e do Gauchito Gil, fotos do papa Francisco, bandeiras, cartazes, mensagens e flores. “Ela [Cristina Kirchner] é como uma mãe [para mim]. É o que eu sinto”, disse Néstor Díaz, um dos simpatizantes de Cristina.
A Presidência da República da Argentina informou ontem (7) que Cristina Kirchner será operada hoje. Antes, porém, os presidentes Dilma Rousseff, Juan Manuel Santos (Colômbia) e Nicolás Maduro (Venezuela) enviaram mensagens de apoio à líder argentina. Os presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e José Mujica (Uruguai) enviaram mensagens hoje.
Por um mês, pelo menos, Cristina Kirchner deverá ficar de repouso. Interinamente, o vice-presidente Amado Boudou desempenha as atividades políticas. Pelo Artigo 88 da Constituição da Argentina, a presidenta deve se licenciar do cargo e editar um decreto delegando ações a Boudou.
A cirurgia da presidenta e o período de repouso, recomendado pelos médicos, coincidem com a reta final da campanha para as eleições para renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.
Atualmente, Cristina – que está na metade do segundo mandato – conta com a maioria no Congresso. Nas primárias, em agosto, o kirchnerismo sofreu a pior derrota em dez anos – desde que Nestor Kirchner foi eleito presidente em 2003 e foi sucedido por sua mulher Cristina Kirchner, reeleita em 2011.
O kirchnerismo não tem candidato às eleições presidenciais de 2015. Néstor Kirchner morreu em 2010 e Cristina só tem direito a dois mandatos consecutivos. Por isso, as eleições legislativas são observadas, pelos analistas políticos, como a oportunidade para construir alianças políticas e testar as possibilidades de eventuais candidatos à Presidência da República da Argentina.
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
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