Se 2012 foi um ano de vitórias para o prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), 2013 está com gosto amargo para o peemedebista. Além de ter sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), decisão que dividiu a cidade, agora o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou com uma ação de improbidade administrativa por conta dos gastos com as empresas envolvidas nos festejos juninos de 2011.O pedido foi realizado pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina, curadora do Patrimônio Público e Social, através de solicitação de liminar pela indisponibilidade de bens no valor de mais de R$ 4,540 milhões. A Promotoria de Justiça estava investigando os gastos com o São João de 2011 da cidade de Petrolina mediante o inquérito civil nº 001/2013, quando detectou indícios de fraudes nos procedimentos licitatórios para contratações dos artistas, cotas de patrocínio e estruturação do evento que beneficiou as empresas em detrimento aos cofres públicos.
Se a ação dos órgãos é orquestrada ou não, isso ninguém pode afirmar, mas o certo é que bombardeio chegou justamente no momento em que o prefeito recebia reconhecimento pelo Programa Nova Semente, em várias cidades brasileiras, e comemorava a aceleração do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) e do projeto de pavimentação, que deve resolver um dos principais gargalos de Petrolina. Essas e outras ações do gestor chamaram a atenção do PMDB Nacional, tanto que o nome de Lossio chegou a ser cotado para a sucessão do executivo estadual.
Agora, Petrolina está rachada. Parece que voltamos no tempo e estamos vivenciando, mais uma vez o período eleitoral de 2012.
As mídias se dividem, bombardeiam as suas oposições. Tudo isso sem véus, escancaradamente. Agora, ressurgem os verdes e os azuis.
Mas, e Petrolina? Qual é a cor dessa cidade?
Além das cores da nossa bandeira, Petrolina tem o direito de mudar a sua cor a cada eleição. Nossa cidade tem o direito de escolher seus gestores e, por que não, mudar de ideia.
Mas o que o Brasil Democrático não pode aceitar que é as eleições sejam decididas fora das urnas.
O voto é soberano e cabe à Justiça garantir que candidatos APTOS, realmente estejam APTOS a serem eleitos. E se eleitos, que essa escolha seja respeitada.
Se pela primeira vez na história Petrolina tiver o prefeito cassado em última instância, isso pode até ser bom para uma das cores, mas, certamente, será triste para a história desse município.
Agora todos os petrolinenses só podem mesmo esperar que a justiça seja feita e que, de preferência, NÃO SEJA DECIDIDA POR CORES, MAS SIM PELAS LEIS!
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