Segundo ele, é inaceitável que 513 deputados federais sejam impedidos de julgar o veto por causa de uma decisão judicial, tomada por apenas um juiz.
No entanto, o recado serviu apenas de argumento para que ele pudesse contestar a Justiça no processo envolvendo o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), prefeito eleito de Campo Formoso, que corre o risco de perder o cargo sob a acusação de propaganda antecipada. O dirigente do Legislativo disse que a expectativa é de que hoje sejam votados todos os projetos, inclusive o da Lei Orçamentária. Os assuntos foram tratados, durante um almoço oferecido aos jornalistas no Salão Nobre da presidência, quando foi apresentado também o novo site da Casa.
“É preocupante o fato de que o deputado Adolfo teve 22 mil votos e está prestes a ser caçado por uma decisão de duas a três pessoas”, disse. O julgamento do caso de Menezes foi adiado e deve acontecer somente após a sua diplomação, prevista para hoje, pois o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), Cássio Miranda, pediu vista do processo ontem.
Na coletiva, Nilo ratificou ainda a construção do quarto mandato a frente da Casa. Segundo ele, as divisões da mesa diretora também estão bem adiantadas. A 1ª vice-presidência será do PT, a 2ª do PSD e a 1ª Secretaria que ele definiu como a mais importante, depois da presidência da mesa ficará com a bancada de oposição.
Nilo admitiu que a permanência no comando da Casa irá ajudá-lo na apresentação de seu nome ao governo. Ele repetiu que vai trabalhar para ser o candidato da base, mas caso não consiga apoiará o postulante que o governador Jaques Wagner (PT)escolher.
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