quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Marcelo Nilo diz que o STF está impedindo trabalho dos deputados

Sem obstáculos no caminho rumo ao quarto mandato para a presidência da Assembleia e em fase de ampla campanha para ter o nome viabilizado para a sucessão ao governo estadual em 2014, o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), criticou nessa terça-feira (18/12) o que chamou de “interferência de um poder em outro” ao se referir à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que concedeu liminar favorável aos parlamentares de estados produtores de petróleo na análise do veto parcial da presidente Dilma Rousseff na lei dos royalties.

Segundo ele, é inaceitável que 513 deputados federais sejam impedidos de julgar o veto por causa de uma decisão judicial, tomada por apenas um juiz.

No entanto, o recado serviu apenas de argumento para que ele pudesse contestar a Justiça no processo envolvendo o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), prefeito eleito de Campo Formoso, que corre o risco de perder o cargo sob a acusação de propaganda antecipada. O dirigente do Legislativo disse que a expectativa é de que hoje sejam votados todos os projetos, inclusive o da Lei Orçamentária. Os assuntos foram tratados, durante um almoço oferecido aos jornalistas no Salão Nobre da presidência, quando foi apresentado também o novo site da Casa.

“É preocupante o fato de que o deputado Adolfo teve 22 mil votos e está prestes a ser caçado por uma decisão de duas a três pessoas”, disse. O julgamento do caso de Menezes foi adiado e deve acontecer somente após a sua diplomação, prevista para hoje, pois o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), Cássio Miranda, pediu vista do processo ontem.

Na coletiva, Nilo ratificou ainda a construção do quarto mandato a frente da Casa. Segundo ele, as divisões da mesa diretora também estão bem adiantadas. A 1ª vice-presidência será do PT, a 2ª do PSD e a 1ª Secretaria que ele definiu como a mais importante, depois da presidência da mesa ficará com a bancada de oposição.

Nilo admitiu que a permanência no comando da Casa irá ajudá-lo na apresentação de seu nome ao governo. Ele repetiu que vai trabalhar para ser o candidato da base, mas caso não consiga apoiará o postulante que o governador Jaques Wagner (PT)escolher.

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