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O Senado aprovou na terça (26) matéria de forte apelo popular: o fim do voto secreto para as cassações de mandato e análise de vetos da presidente da República no Congresso Nacional. Contudo, continuam secretas as votações de autoridades indicadas pelo Poder Executivo e a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, assim como dos demais membros da Mesa Diretora das duas Casas.
Também foi limitada a decisão ao Congresso, ao rejeitar proposta que levaria a regra geral do fim do voto secreto para todas as casas legislativas do país. A decisão não agradou nem mesmo representantes do Congresso Nacional. Líderes baianos no parlamento e na Câmara Federal se posicionaram de forma contrária.
Para o senador Walter Pinheiro, foi um absurdo o Senado Federal não ter aprovado o voto aberto em todas as circunstâncias, perdendo a oportunidade de provar para o povo que age com transparência. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) fez uma defesa contundente do voto aberto em todas as casas legislativas e alertou para a grande expectativa da sociedade para o fim do voto secreto. “Quero chamar atenção no diz respeito à possibilidade de cada eleitor acompanhar o que faz o seu Senador. Independentemente de prefeitos ou governadores, todos nós estamos aqui graças ao eleitorado de nosso Estado.
A única possibilidade que o eleitor tem de acompanhar a ação dos 81 senadores é lendo no painel o que cada um faz. O voto secreto é a forma de romper, o voto secreto é a forma de separar essa leitura, esse acompanhamento, essa prestação de contas que se estabelece através do voto. Portanto, diria que é uma das formas mais esdrúxulas do ponto de vista da prestação de contas”, disse, sem esconder a insatisfação.
Assim como ele, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) se mostrou insatisfeito com o resultado da votação. Para o parlamentar, embora a medida signifique um duro golpe para os deputados condenados por participação no esquema do mensalão, que terão que se submeter a uma votação aberta, deixou a desejar em relação às expectativas da população. “Tenho lutado pela aprovação do projeto que prevê o fim do voto secreto em todas as apreciações, em plenário, do Legislativo brasileiro. Minha opinião é a de que o eleitor precisa saber como se posiciona o parlamentar em quem votou”, disse Imbassahy, salientado que o Congresso não pode mais se submeter a constrangimentos como o ocorrido por ocasião da votação secreta, no final de agosto, que manteve o mandato do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), preso em Brasília, após ser condenado pelo STF. “O Senado perdeu uma grande oportunidade de fazer valer a vontade popular, inspirada na forma como agiu a Câmara, que aprovou o voto aberto amplo e irrestrito”, concluiu.
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