Essas manifestações acontecem no bojo do aprofundamento da cultura consumista que tem o desempenho de consumo como fator de estratificação e no critério de inclusão exclusão dos sujeitos simplificando o conceito de classe social.
Na região essas manifestações são organizadas pelo coletivo denominado “o vale acordou” trazendo todas as pautas acima mencionadas. Entre as demandas reivindicadas pelo coletivo foi dada ênfase a redução da tarifa do transporte público coletivo.
Pois bem, no dia 13 de julho, o parlamento municipal atendendo ao decreto oriundo do executivo aprovou por unanimidade a redução da tarifa do transporte coletivo, decorrente da isenção do Imposto Sobre Serviço (ISS) da empresa que presta serviço na área de transporte público. Mas por que a empresa de ônibus não arca com os custos da redução? Por que temos que sacrificar os poucos recursos do município que podem e devem ser direcionados para atender alguma das reivindicações acima mencionadas, e não isentar a prestadora de serviço deixando intacto a sua margem de lucro.?
Assim, o usuário desse serviço é quem paga a conta para redução da tarifa até quando o poder público ficará a serviço dos privilégios das empresas?
Companheiros e camaradas queremos uma revolução radical e não uma revolução passiva.
Reginaldo Rodrigues
Pedagogo.

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