“Os prefeitos reclamam da burocracia no repasse de recursos emergenciais, da demora no reconhecimento da Situação de Emergência, nas verbas destinadas aos governos estaduais e que não chegam aos Municípios, na perda agrícola e pecuária, na quantidade de cidadãos que pedem ajuda diariamente e na redução de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) - motivo de agravo neste período de tantos problemas”, afirma a CNM em seu site.
Os presidentes das Associações dos Municípios do Nordeste se reunirão nesta terça-feira (30) para discutir o protesto. O encontro será na sede da Associação Alagoana de Municípios (AMA), em Maceió (AL). Já no dia 4 de junho, os prefeitos farão uma marcha prévia em Brasília (DF) contra o Governo Federal, que, segundo eles, está prejudicando os Executivos municipais, com medidas como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), pois o montante arrecadado com o tributo é o principal meio de repasse, junto com a verba proveniente do Imposto de Renda (IR), via Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para as cidades brasileiras. O IPI é responsável por 15%, aproximadamente, da verba repassada pelo FPM.
Foi creditado, nesta segunda (29), R$ 1.509.696.283,94 nas contas das prefeituras do país como repasse do FPM, já descontada a verba para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo a CNM, o valor, referente ao terceiro decênio deste mês, é 3,56% menor do que a previsão da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Com o repasse, foram depositados R$ 5.046.858.300,30 em todo o mês de abril, o que representa uma queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.
No dia 8 até o dia 11, será realizada a Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios. De acordo com a CNM, os municípios estão em crise. A pauta não é, primordialmente, a seca, mas sim a necessidade de se criar políticas que favoreçam os Executivos municipais. Também serão abordadas questões relativas à iluminação pública, que ficarão sob responsabilidade dos municípios a partir do ano que vem, e ao programa Minha Casa, Minha Vida.

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