sexta-feira, 11 de outubro de 2013

SÃO PAULO: PCC “DECRETOU” MORTE DE ALCKMIN, REVELA MP

O governador Geraldo Ackmin foi marcado para morrer numa conferência telefônica da cúpula do PCC – a facção criminosa Primeiro Comando da Capital. A revelação faz parte do conteúdo da investigações que levaram o Ministério Público de São Paulo, nesta sexta-feira 11, a denunciar 175 pessoa por envolvimento com o grupo. Trata-se da maior denúncia por formação de quadrilha e associação criminosa já feita no País.

Em agosto de 2011, o MP grampeou uma conversa telefônica entre presidiários que apontou a existência de uma determinação pela morte do governador tucano.

"Depois que esse governador entrou, o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu na época em que nóis decretou [mandou matar] ele. Então, hoje em dia, secretário de Segurança Pública, secretário de Administração [Penitenciária] e o comandante dos vermes [policiais militares] estão todos contra nóis", disse o detento identificado como LH nas escutas telefônicas.

O MP começou a investigar o PCC em 2009. O grupo existe há 20 anos e já foi responsável por ações coordenadas que levaram boa parte do comércio de São Paulo a baixar portas sob a ameaça de ataques. O Gaeco, grupo de promotores que investiga o crime organizado, concluiu que o PCC está presente hoje em todos os Estados da Federação, com cerca de 7,8 mil integrantes. O detento Marcos Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, seria o líder do grupo.

O Palácio dos Bandeirantes não havia comentado, até 16h50, a revelação da ordem dos bandidos pela morte de Alckmin.

Bruno Bocchni
Repórter da Agência Brasil

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